Bocejo, uma abordagem sobre este polêmico assunto

1 – Ar; 2 – Alvéolos; 3 – Traquéia;
4 – Brônquios; 5 - Pulmão

Estudos propõe que o bocejo teria caráter fisiológico, como sonolência, cansaço ou tédio, ou para sinalizar mudança no ambiente. Como nessas situações respira-se mais lentamente, à medida que o nível de gás carbônico aumenta no sangue, uma mensagem é enviada ao cérebro, pedindo mais oxigênio. O bocejo seria uma resposta à necessidade de uma respiração profunda para despertar o corpo. Quando a oxigenação nos alvéolos pulmonares diminui, uma mensagem é enviada a uma região do cérebro chamada núcleo paraventricular, que fica no hipotálamo. De lá são liberados vários mensageiros químicos — os neutrotransmissores — que induzem ao bocejo e a reações simultâneas em todo o corpo. A boca se abre e a pessoa inspira uma grande quantidade de ar, que é enviado aos pulmões. Ao mesmo tempo, os músculos se alongam para melhorar a circulação e a taxa de batimentos cardíacos aumenta. Assim, a sensação de cansaço diminui e o corpo volta ao estado de alerta. O bocejo se caracteriza por ser um reflexo involuntário. É quase impossível interrompê-lo, mesmo que se queira.

O bocejo, portanto possui um caráter fisiológico (natural). Porém não podemos negar o fundamento espiritual, uma vez que nosso corpo físico está ligado também com o corpo espiritual, todas as obras de Deus foram criadas de maneira harmônica. No final do dia é natural bocejarmos pois este é um sinal que o corpo já está cançado. Porém há casos em que basta que se comece uma oração com fé e os bocejos surgem com intensidade e freqüência, de maneira repentina, percebe-se também que passado algum tempo de oração ou cessando a oração os bocejos cessam. Esse "fenômeno" acontece porque a oração vai expulsar toda realidade negativa que nos contaminou, tais como impaciência, briga, ressentimentos, orgulho (Cf. Gal 5,19) e etc.

Sabemos que “Deus é luz e nele não há treva alguma” (I Jo 1, 5). Quando estamos perto de alguma pessoa de muita Luz, pode acontecer de comecarmos a bocejar, ou ainda o contrário, quando estamos perto de uma pessoa negativa. Via de regra o bocejo, no aspecto espiritual, acontece devido ao uma troca de energia espiritual (cf. Mc 6,34 ).

Quando renunciamos a realidade negativa que nos contaminou, entramos em combate espiritual, surge então os bocejos, uma sonolência, tédio ou cansaço de maneira repentina; esta é uma ação característica dos espíritos de torpor, eles oprimem ou bloqueiam os nossos sentidos espirituais, pois não querem que deixemos as obras das trevas (atos imorais) e tenhamos comunhão com Deus – “se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos” (Cf. I Jo 1, 6). Do combate (Cf. Efe 6,11) espiritual e a saída destas forças espirituais do mal (Cf. Mac 9,25; Luc 4, 35) surgem os bocejos que se intensificam a medida que vão deixando de oprimir nossa mente, ou seja, param de sugerir pensamentos negativos e já não tem "poder persuasivo direto sobre nossa mente", pois esta agora está em "sintonia" com Deus.

Quanto mais energia negativa de espíritos emocionais (contaminação) nos deixam (Cf. Efe 6, 12b), mais bocejamos, pois é necessário uma demanda maior de oxigênio para o organismo que está se readaptando ao novo estado de liberdade mental, isto é, sem opressão mental.

E quando bocejamos sem estarmos em oração? Ainda que não rezemos, o Espírito Santo que está em nós ora em nós, o simples desejo de orar, de estar com Deus, já se constitui uma oração, ou ainda, não estamos "desconectados" do mundo espiritual, ou seja, constantemente estamos recebendo orações, seja dos vivos, dos que se encontram no purgatório (Cf. Catecismo da Igreja § 958).

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