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Não é uma tradução. Quando uma
profecia é proclamada em
línguas, ou seja, com gemidos
inefáveis, ininteligíveis,
faz-se necessária a utilização
do dom da Interpretação das
Línguas, em que uma ou mais
pessoas, respeitando-se a ordem,
irá proclamar aquela mesma
profecia em vernáculo, isto é,
em linguagem inteligível, no
idioma do grupo. É
imprescindível que haja quem
interprete uma profecia
proclamada em línguas, sob pena
de o povo não entender a
mensagem divina a ele dirigida.
Veja o que Paulo nos ensina
acerca da Interpretação das
Línguas em I Cor. 14, 13. 27-28.
O que é a interpretação de
Línguas?
Se a oração em línguas edifica a
pessoa, a fala em línguas deve
receber interpretação, que é dom
do Espírito Santo. A expressão
falar em línguas sugere, então,
uma mensagem que chega para a
comunidade ou para uma pessoa no
dom de línguas, e para que os
ouvintes compreendam a mensagem,
esta precisa ser interpretada.
Se na assembléia não tiver
ninguém que a interprete, então,
o transmissor da mensagem deve
silenciar-se.
O dom da interpretação de
línguas não é um dom de
tradução. Trata-se de uma moção,
uma unção do Espírito Santo para
se tornar compreensível aos
membros da comunidade aquela
mensagem do Senhor que chega
pelo dom de Línguas.
A interpretação como um dom
permanente
Assim, orar em línguas é um dom
permanente, podendo-se dispor
dele a qualquer momento para a
edificação pessoal; e o falar,
emitir uma mensagem do Senhor em
línguas pode ser considerado uma
carisma transitório
(temporário), usado em
determinados momentos; contudo,
são sempre dons de Deus e
carismas diferentes. Estes
carismas podem se manifestar em
qualquer membro da comunidade,
segundo a vontade de Deus com a
unção do Espírito Santo para que
suas mensagens sejam passadas ao
seu povo.
Na fala em Línguas, Deus pode
nos dar uma Revelação,
Profecia ou Palavra de
Ciência, Doutrina, ou
discurso em línguas. E
nesses casos deverá ter
interpretação. Quando se FALA em
línguas, se pressupõe dom de
línguas e o da interpretação,
para que assim, se torne
conhecido o pensamento do
Senhor. Paulo diz: “Se não
houver intérprete, fiquem
calados na reunião” (v.28),
por isso se indica que esse dom
pode ser considerado permanente.
Como a interpretação se
manifesta
A interpretação consiste “numa
inspiração especial do Espírito
Santo pela qual o agraciado é
capacitado a dar sentido a uma
mensagem vaga; este dom diz
respeito ao conteúdo espiritual
de uma mensagem; e quando uma
mensagem em línguas recebe uma
interpretação”.
Este dom se manifesta na mente
da pessoa que recebe o
significado da mensagem, e esta
é movida a repassar com palavras
inteligíveis a todos os
presentes a mensagem que vem do
Senhor. A mensagem em línguas
pode ser curta ou longa, porém a
interpretação dever ser concisa
e clara, para que todos
entendam. O Senhor não envia uma
mensagem em partes, portanto, a
interpretação deve trazer a
mensagem em sua totalidade e não
dividida em partes. Mais de uma
pessoa pode receber a mesma
interpretação de uma mensagem,
nesse caso o comportamento deve
ser o mesmo do utilizado nas
profecias e dizer: Eu confirmo!
Há unção para a interpretação?
Sim, assim como há unção nas
profecias e nas mensagens em
línguas, vemos também, que há na
interpretação. Podemos dizer que
esta unção é uma espécie de um
impulso para a interpretação, e
quanto mais o intérprete se
habitua a essa unção, mais fácil
ficará de identificar o modo
como o Senhor dita as palavras.
A interpretação deve ser correta
e não contradizer as Escrituras,
o magistério da Igreja ou o
sesus fidei do povo de Deus.
Caso contrário, a interpretação
deve ser interrompida. O
intérprete, ao proclamar uma
mensagem, deve iniciar da
seguinte forma: Eis o que o
Senhor diz! Pois é em nome do
Senhor que ele proclama a
mensagem e não por si próprio.
Todo carisma, como o da
interpretação, visa a edificação
da Igreja; para isso deve ser
pedido com humildade, abrindo-se
sempre mais a ação do Senhor.
Fonte:
Os carismas do
Espírito Santo
Autor:
Pe Isac Isaías
Valle – 2ª Edição |