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Em breve reze, aqui, a Liturgia das
Horas on-line
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Liturgia das Horas
A Liturgia
das Horas, também chamada Ofício Divino, é a
oração pública e comunitária oficial da
Igreja Católica. A palavra ofício vem do
latim "opus" que significa "obra". É o
momento de parar em meio a toda a agitação
da vida e recordar que a Obra é de Deus.
Consiste basicamente na oração quotidiana em
diversos momentos do dia, através de Salmos
e cânticos, da leitura de passagens bíblicas
e da elevação de preces a Deus. Com essa
oração, a Igreja procura cumprir o mandato
que recebeu de Cristo, de orar
incessantemente, louvando a Deus e
pedindo-Lhe por si e por todos os homens
"A Liturgia
das Horas, tal como as demais acções
litúrgicas, não é acção privada, mas
pertence a todo o corpo da Igreja, manifesta-o
e afecta-o.” (Instrução Geral da Liturgia
das Horas, 20). Por esse motivo, a Igreja
recomenda que seja celebrada
comunitariamente, pois assim se exprime
melhor a sua essência intrínseca. Sempre que
seja possível, a celebração em grupo,
comunitariamente, é preferível à celebração
individual. No entanto, a celebração
individual continua a estar inserida na
oração de toda a Igreja, pelo que toda a
celebração da Liturgia das Horas é sempre a
seu modo comunitária.
É uma oração
destinada a todos os cristãos, pelo que a
Igreja convida todos a tomarem parte dela,
dentro das suas possibilidades, em conjunto
ou ao menos privadamente. Mas os ministros
ordenados, bispos, presbíteros e diáconos,
têm a especial obrigação de a celebrar, para
que essa função que é de toda a Igreja seja
realizada pelo menos por eles, e assim a
oração da Igreja seja realizada de forma
ininterrupta.
Origem da
Liturgia das Horas
A oração
judaica
O costume de os cristãos rezarem
regularmente a diversos momentos do dia tem
origem no costume judaico. Os judeus, no
tempo de Jesus Cristo, tinham uma oração
pública e privada perfeitamente
regulamentada quanto às horas, composta de
salmos e de leituras do Antigo Testamento.
Jesus Cristo, enquanto judeu, terá
certamente praticado este tipo de oração, e
o mesmo terão feito os Apóstolos. Os
cristãos continuaram com esse costume,
praticamente nos mesmos moldes, dando-lhe,
claro, um sentido cristão, pelo que às
leituras do Antigo Testamento cedo se
juntaram leituras dos Evangelhos e das
Epístolas.
Oração de Cristo e oração da Igreja
Jesus Cristo, ao longo dos Evangelhos,
aparece frequentemente em oração, que
aparece como parte essencial do seu
ministério terreno. Do mesmo modo, recomenda
aos seus discípulos que façam o mesmo e que
“orem sem cessar”. Por esse motivo, os
primeiros cristãos levaram a sério esta
recomendação, pelo que tinham a oração
regular como elemento essencial da sua vida
cristã. Assim, encontramos nos Actos dos
Apóstolos frequentes referências à oração
dos primeiros cristãos e a horas
determinadas em que essa oração era
praticada, sempre com a intenção de cumprir
o mandamento de Cristo.
Desenvolvimento da oração comunitária
Com o progressivo distanciamento dos judeus,
sobretudo desde a destruição de Jerusalém e
a diáspora, os cristãos foram desenvolvendo
um esquema próprio de oração. Ao longo dos
séculos, toma forma a oração regular nas
cidades, sob a presidência do bispo,
centrada em dois pólos: a manhã e a tarde.
Todos os cristãos eram convidados a tomar
parte nesta oração pública e comunitária,
ainda que sem obrigação.
A recitação privada das diversas horas
primeiramente não existia, mas foi sendo
recomendada àqueles que não podiam
participar na celebração comunitária.
A oração das horas e a vida monástica
No quinto século da era cristã. Benedito
estruturou o Ofício Divino em oito períodos,
incluindo um no meio da noite
especificamente para os monges. A Regra de
S. Bento se tornou um dos documentos mais
importantes na formação da cultura ocidental.
[2]
Com o aparecimento do monaquismo, a oração
regular passa a fazer parte integrante da
vida consagrada. O facto de ser realizada
por pessoas que dedicavam grande parte do
seu dia à oração levou a que essa oração se
desenvolvesse e aumentasse, incluindo várias
horas durante o dia, além das tradicionais
de manhã e à tarde. Mais elaborada e
comprida, a oração monástica acabou por
influenciar a oração das catedrais, que
integrou horas tipicamente monásticas.
A privatização da oração da Igreja
No início, a oração da Igreja era
presidida pelo bispo, rodeado pelos seus
presbíteros e diáconos e pelo povo cristão.
Ora, com o desaparecimento dos diáconos e o
envio dos presbíteros para zonas mais
distantes da diocese, onde se estabeleceram
como enviados do bispo, tal celebração
comunitária acabou por cair em desuso. Os
presbíteros passaram então a rezar
privadamente as diversas horas.
Além disso, a oração da Igreja foi-se
tornando progressivamente desconhecida para
o povo cristão, pelo facto de ser mantida em
latim, língua que o povo do império romano
foi progressivamente abandonando e deixando
de entender.
Isto motivou que a oração das horas se
tornasse na prática algo reservado aos
clérigos, mentalidade que se enraizou na
consciência dos cristãos e que se mantém até
hoje, apesar de não ser o seu sentido
original.
As diversas
horas litúrgicas
As diversas
horas de oração existentes atualmente foram-se
formando e sofrendo alterações ao longo dos
tempos. Além disso, não têm todas a mesma
importância. Os dois principais momentos da
Liturgia das Horas são as Laudes e as
Vésperas. “As Laudes, oração da manhã, e as
Vésperas, oração da noite, tidas como os
dois pólos do Ofício quotidiano pela
tradição venerável da Igreja universal,
devem considerar-se as principais Horas e
como tais celebrar-se” (Sacrosanctum
Concilium 89). Segue-se em importância o
Ofício das Leituras e, por fim, a Hora
intermédia e as Completas.
Ao iniciar a primeira hora litúrgica do dia,
seja ela Laudes ou Ofício de Leitura, é
costume rezar o Invitatório, que serve de
introdução à oração de todo esse dia.
Laudes
Trata-se da oração realizada de manhã, tendo
como objetivo consagrar o dia a Deus.
Recorda ainda a Ressurreição de Cristo, que
está associada à manhã.
Vésperas
Celebram-se ao fim da tarde,
aproximadamente à hora do pôr-do-sol. Tem
por objetivo agradecer o dia que termina.
Recorda ainda a morte de Cristo e a sua
Última Ceia.
Ofício de Leitura
Outrora feito durante a madrugada, trata-se
duma oração que pode ser feita a qualquer
hora do dia, consistindo essencialmente numa
leitura longa da Bíblia e dum texto
patrístico, hagiográfico ou do Magistério
eclesial.
Hora intermédia
É um nome recente dado ao conjunto de
três horas chamadas “menores”, pelo fato de
terem menos importância no contexto das
horas litúrgicas. São elas:
Completas
São a última oração do dia, mais breve,
rezada antes de deitar.
Outras horas:
Antigamente existiam ainda outras horas
litúrgicas:
Matinas: Oração longa constituída por
salmos e leituras bíblicas e patrísticas,
para ser rezada durante a madrugada, foi
adaptada após o Concílio Vaticano II, para
ser celebrada a qualquer hora do dia, e
recebeu nome de Ofício de Leitura.
Prima: uma das horas menores, como as
da atual Hora intermédia, a ser celebrada
pelas 7h00. Foi abolida pelo Concílio
Vaticano II, por se sobrepor à hora de
Laudes.
Note-se que
estas horas foram suprimidas na atual
Liturgia das Horas, mas continuam a manter-se
no Ofício divino anterior à reforma
litúrgica, de uso opcional.
Estrutura das Horas
Laudes (Oração da manhã)
· Invitatório : V. Abri, Senhor os meus
lábios. R. E minha boca anunciará vosso
louvor. V. Glória ao Pai... R. Como era...
· Salmo Invitatório (geralmente o 94, mas
pode ser também o 23, o 66 ou o 99).
· Hino : um para cada dia, exceto em tempos
fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia : dois Salmos intercalados por um
Cântico do AT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico : Benedictus
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
Horas Intermediárias (Nove, Doze, Quinze)
· Introdução : V. Vinde o Deus em meu
auxílio. R. E minha boca proclamará vosso
louvor. V. Glória... R. Como era..
· Hino (fixo para cada hora)
· Salmodia : Três Salmos ou 1 menor e outro
maior dividido em duas partes
· Leitura breve
· Responsório breve
· Oração final
Vésperas (Oração da Tarde)
· Introdução : V. Vinde o Deus em meu
auxílio. R. E minha boca proclamará vosso
louvor. V. Glória... R. Como era..
· Hino : um para cada dia, exceto em tempos
fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia : dois Salmos seguidos de um
Cântico do NT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico : Magnificat
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
Completas (antes do repouso da noite)
· Introdução : Vinde o Deus...
· Hino : fixo
· Salmodia : um Salmo ou dois
· Leitura breve
· Responsório breve (fixo)
· Cântico Evangélico : Nunc dimittis
· Oração final
· Antífona final à Nossa Senhora
Ofício das Leituras (sem hora marcada)
· Introdução : Vinde o Deus...
· Hino
· Salmodia : geralmente um Salmo dividido em
três partes
· Leitura Bíblica
· Responsório breve
· Leitura Hagiográfica (de um santo) ou
Patrística (de um dos primeiros escritores
da Igreja)
· Responsório breve.
· Oração final
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